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quarta-feira, 26 fevereiro
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Câncer Pediátrico: dia 15 de fevereiro, um dia para conscientização  

Câncer infantil 

A Organização Mundial da Saúde (OMS) escolheu o dia 15 de fevereiro como data focada em conscientizar a população acerca do câncer infantil, já que, de acordo com os progressos atuais nas ciências oncológicas, até 80% dos casos de câncer pediátrico podem ser resolvidos se forem diagnosticados precocemente. Além disso, a discussão da equidade na oferta de tratamento às crianças do mundo ainda é um tema pouco explorado, embora tenha grande relevância quando falamos de saúde pública. 

Fonte: https://pin.it/32w6lA0RY 

Introdução 

A oncologia pediátrica representa cerca de 2,5% de todos os casos de câncer no Brasil, com uma taxa de sobrevida que tem aumentado significativamente nas últimas três décadas. Apesar dos avanços, ainda existem disparidades regionais no Brasil, destacando a importância do diagnóstico precoce e do encaminhamento adequado.

Leucemia Linfóide Aguda (LLA)

A LLA é a neoplasia mais comum na infância, representando 30% dos cânceres em crianças com menos de 15 anos. Seu pico de incidência ocorre entre 3 e 5 anos de idade.

Fisiopatologia e Quadro Clínico

A LLA está associada a fatores genéticos e ambientais, resultando na proliferação clonal de células progenitoras linfoides. Clinicamente, a LLA se manifesta de forma aguda, com sintomas como palidez, astenia, sangramentos mucocutâneos e febre.

Diagnóstico e Tratamento

O diagnóstico é confirmado por mielograma, apresentando ≥ 25% de linfoblastos. O tratamento envolve quimioterapia dividida em fases: indução, consolidação e manutenção.

Fonte: Revista Científica da Faculdade de Educação e Meio Ambiente.Ariquemes: FAEMA, v. 8, n. 2, jul./dez., 2017. ISSN: 2179-4200. 

Leucemia Mieloide Aguda (LMA)

A LMA representa 15 a 20% das leucemias em crianças menores de 15 anos, com um pico de incidência aos 2 anos.

Epidemiologia e Fisiopatologia

A LMA está relacionada a predisposições genéticas e exposições ambientais. É mais comum em crianças com síndromes como a de Down e anemia de Fanconi.

Diagnóstico e Tratamento

O diagnóstico exige pelo menos 20-25% de blastos mielóides no sangue periférico ou medula óssea. O tratamento é mais curto e intensivo que na LLA, mas com menor chance de cura.

Fonte: https://hematologia.farmacia.ufg.br/p/23540-leucemia-mieloide-cronica

Linfomas na Infância

Os linfomas são divididos principalmente em Linfoma de Hodgkin (LH) e Linfoma Não-Hodgkin (LNH), cada um com características e tratamentos distintos.

Linfoma de Hodgkin

O LH é a sexta causa de câncer em crianças, com um pico de incidência na terceira e sexta décadas de vida. Está associado a infecções por EBV e imunodeficiências.

Fonte: https://www.google.com/imgres?imgurl=https%3A%2F%2Fwww.apcl.pt%2Fficheiros%2Fdinamicos%2Fmultimedia%2Fimagem%2Fconteudos-areas%2Fdoencas-do-sangue%2Flinfomas%2F__fmhidden__4a1428c7bac744273b75cbb52b976b5b%2Fa2784600664c0b257b6db3ad1b2a8d21.jpg&tbnid=GAyx8aJNz97FbM&vet=1&imgrefurl=https%3A%2F%2Fwww.apcl.pt%2Fpt%2Fdoencas-do-sangue%2Flinfoma%2Flinfoma-de-hodgkin&docid=5WzGTQ2gMrkdOM&w=868&h=656&hl=pt-BR&source=sh%2Fx%2Fim%2Fm5%2F4&kgs=707506097740f012

Linfoma Não-Hodgkin

O LNH é a terceira neoplasia mais frequente em crianças, com um pico de incidência entre 8 e 10 anos. Os linfomas não-Hodgkin são um grupo heterogêneo de doenças que se originam nos gânglios linfáticos.

Tumores Sólidos na Infância

Os tumores sólidos representam uma porção significativa das neoplasias pediátricas, incluindo neuroblastoma, nefroblastoma (tumor de Wilms), hepatoblastoma, osteossarcoma e sarcoma de Ewing.

Neuroblastoma

O neuroblastoma é a neoplasia extracraniana mais frequente na infância. A maioria dos casos ocorre em crianças com menos de 5 anos.

Fonte:https://rmmg.org/artigo/detalhes/419 

Tumor de Wilms

O nefroblastoma é responsável por 80% dos casos de massa abdominal antes dos 5 anos. O tratamento geralmente envolve quimioterapia neoadjuvante seguida de cirurgia.

Hepatoblastoma

O hepatoblastoma é o tumor hepático maligno mais comum na infância, predominantemente em meninos entre 6 meses e 3 anos.

Osteossarcoma e Sarcoma de Ewing

O osteossarcoma é o tumor ósseo maligno mais comum em crianças e adolescentes, enquanto o sarcoma de Ewing é mais raro, com manifestações sistêmicas proeminentes.

Resumindo 

A compreensão das características epidemiológicas, fisiopatológicas e clínicas das neoplasias pediátricas é essencial para o diagnóstico precoce e tratamento eficaz. O dia 15 deve ser lembrado devido a sua importância para o tratamento universal das crianças, como modo de garantir a saúde pediátrica.

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Kiara Adelino
Kiara Adelino
Estudante do 2º semestre de Medicina. Adoro qualquer atividade que envolva mexer o corpo e aprender coisas novas.
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