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quarta-feira, 26 fevereiro
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Exsudato neutrofílico: um tipo sério de derrame pleural

Derrame pleural

O manejo de derrames pleurais complicados e empiemas é uma competência essencial para residentes em cirurgia torácica. Por isso, se atualizar e relembrar sobre esse tipo de cirurgia é fundamental para as provas de residências. Vamos rever alguns deles! Este artigo aborda os conceitos fundamentais, critérios diagnósticos e estratégias de tratamento, com base no conteúdo do documento fornecido.

Introdução

Derrames pleurais são acúmulos de líquido no espaço pleural que podem resultar de diversas condições, incluindo infecções, insuficiência cardíaca e malignidades. Quando associados a infecções bacterianas, podem evoluir para derrames pleurais complicados e empiemas, exigindo intervenção cirúrgica.

Fisiopatologia do Derrame Pleural

O derrame pleural ocorre quando há um desequilíbrio entre a produção e a reabsorção de líquido pleural. No contexto de infecção, como no empiema, a presença de bactérias no espaço pleural desencadeia uma resposta inflamatória. Macrófagos intrapleurais produzem citocinas inflamatórias, aumentando a permeabilidade capilar e a pressão oncótica, resultando em acúmulo de líquido.

Fonte: Acervo de Aulas do Grupo MedCof.

Critérios Diagnósticos

Os critérios para identificar um exsudato neutrofílico complicado incluem:

  •  pH < 7,2
  • LDH > 1000
  • Glicose < 40 mg/dL
  • Bacterioscopia positiva
  • Presença de pus

A análise bioquímica do líquido pleural, especialmente a medição do pH, é crucial para determinar o estado de complicação do derrame.

Tratamento do Derrame Pleural Complicado

O tratamento visa esvaziar o espaço pleural e tratar a infecção subjacente. As opções incluem:

– Drenagem por toracocentese ou dreno torácico: Essencial para remover o líquido pleural e permitir a aposição das pleuras visceral e parietal.

Fonte: https://www.researchgate.net/figure/Figura-1-Figura-1-Incisao-da-pele-no-local-adequado-para-a-drenagem-toracica_fig1_353253396
  • Pleuroscopia: Pode ser necessária para esvaziamento completo em casos mais complexos;
  • Antibioticoterapia: Fundamental para o manejo da infecção associada.

Manejo do Empiema

O empiema, caracterizado pela presença de pus ou bactérias no espaço pleural, requer intervenção agressiva. A drenagem torácica é indicada na maioria dos casos, exceto quando o paciente está clinicamente estável com derrame mínimo. A escolha do método de drenagem depende da fase do empiema e das características do paciente.

Fonte: Acervo de Aulas do Grupo MedCof.

Fases do Empiema

Fase Exsudativa (Aguda)

  • Duração: 1 a 2 semanas;
  • Características: Líquido livre e estéril;
  • Tratamento: Esvaziamento pleural e antibióticos.

Fase Fibrinopurulenta

  • Duração: 2 a 3 semanas;
  • Características: Líquido turvo, presença de bactérias e loculações;
  • Tratamento: Videotoracoscopia com defloculação.

Fase de Organização

  • Duração: 3 a 4 semanas;
  • Características: Espessamento e fibrose do hemitórax;
  • Tratamento: Decorticação ou toracotomia.

Técnicas de Drenagem Torácica

A escolha do sistema de drenagem é crucial para o sucesso do tratamento:

  • Drenagem em selo d’água: Utiliza sistemas de 2 ou 3 frascos para criar pressão negativa e facilitar a remoção do líquido;
  • Válvula de Heimlich: Oferece maior mobilidade ao paciente, ideal para fisioterapia;
  • Sistema de drenagem eletrônico: Mais moderno, permite monitoramento preciso do escape de ar e líquido.
Fonte: Acervo de Aulas do Grupo MedCof 

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