
Há uma hipótese circulando no meio científico há tempos que supõe que o Alzheimer pode não ser uma doença e sim uma infecção causada por uma bactéria encontrada na boca. Ficou curioso? Então leia o nosso post a seguir!
Alzheimer e a infecção bucal
De acordo com um estudo publicado na revista Science Advances, a bactéria encontrada na boca seria a Porphyromonas gingivalis, conhecida por causar periodontite crônica, uma infecção gengival popularmente chamada de piorreia. A bactéria foi identificada pelos cientistas nos cérebros de pacientes falecidos com Alzheimer.
Ainda, experimentos com camundongos revelaram que a infecção pela bactéria causou uma colonização no cérebro dos animais, e uma das consequências foi o aumento da produção de beta-amiloide, proteína frequentemente associada ao Alzheimer.
Outros estudos alegam que há outras infecções causadas por bactérias, vírus e fungos que podem ter um papel importante no desenvolvimento do Alzheimer, como é o caso do vírus da herpes (HSV-1), que também pode estar ligadoao desenvolvimento da doença.
Entretanto, após resultados, pesquisadores reforçam que ainda não há comprovações suficientes que a bactéria seja a causa da doença, mas abre novas possibilidades de estudo.
Outros estudos
Ademais, os estudos também indicaram a presença de gingipaínas, enzimas tóxicas produzidas pela Porphyromonas gingivalis, em menor grau nos cérebros de pessoas sem diagnóstico de Alzheimer. Essa informação sugere que a infecção cerebral pela bactéria não é consequência de má higiene oral após o início da demência, mas pode estar relacionada a um processo que antecede os sintomas clínicos da doença.
Sendo assim, pesquisadores da Austrália estão desenvolvendo uma vacina contra a bactéria, cujos testes começaram em 2018. A prevenção eficaz contra a periodontite poderia reduzir o risco de Alzheimer.

Periodontite
A periodontite é uma infecção localizada abaixo da gengiva, que, após uma fase inicial de inflamação superficial na parte visível da gengiva, as bactérias se movem para baixo, sob a linha da gengiva, até formarem bolsões nas raízes dos dentes, onde corroem as estruturas que mantêm os dentes no lugar.
A infecção não é notada até os 40 ou 50 anos de idade, o que agrava a situação prejudicando a estrutura dentária e sujeitando a pessoa a perder os dentes.
A doença bucal é a segunda mais frequente do mundo (atrás somente das cáries). Ela afeta mais de 47% dos adultos com mais de 30 anos de idade. E, entre as pessoas com 65 anos ou mais, 64% têm periodontite grave ou moderada.
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