São Paulo registra 15 casos de superfungo resistente a medicamentos

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Os casos de Candida auris foram registrados no Hospital do Servidor (IAMSPE) e alerta autoridades do mundo todo 

De acordo com o Hospital do Servidor Público, dos 15 casos de Candida auris, a infecção ativa foi identificada exclusivamente em um paciente. Ele tinha 73 anos e comorbidades que geraram complicações cirúrgicas e culminaram em óbito. Entenda melhor no post a seguir.

Casos de Candida auris detectados

Por meio de uma ação de vigilância do hospital, foi possível detectar a presença do microorganismo, que gera alerta no mundo todo pela alta capacidade de transmissão e resistência aos antifúngicos. A espécie coloniza na pele e mucosas sem causar sintomas nos pacientes. Neste caso, uma ferida pode tornar-se o alvo do fungo, que entra no corpo, atinge a corrente sanguínea e provoca infecções em múltiplos órgãos. Em casos mais graves, o fungo pode atingir o coração e o cérebro, causando febre e calafrios e agravando problemas de saúde já existentes. 

Segundo um comunicado emitido pelo hospital, a unidade segue realizando coletas mensais em um período de seis meses para análise do cenário. Além disso, o HSPE se reúne semanalmente com a Anvisa para relatar os resultados dessas coletas, o que reforça as normas de controle de infecção em todo o hospital. 

O que é Candida auris?

O superfungo resistente foi descoberto no Japão em 2009, no ouvido de uma paciente, chegando no Brasil somente 11 anos depois. 

Sua transmissão costuma ocorrer em hospitais, ainda mais com sua capacidade de permanecer em superfícies por longos períodos (semanas ou meses), sendo resistente a desinfetantes convencionais. O diagnóstico deste fungo é difícil de ser realizado, já que os métodos de identificação disponíveis são pouco específicos para a identificação dessa espécie, sendo importante a realização de exames mais específicos, como MALDI-TOF, para confirmar a espécie, ou testes diferenciais para descartar outras leveduras. 

Pacientes com maior risco de infecção

O risco de infecção por Candida auris é maior quando a pessoa:

  • Permanece internada por um longo período no hospital;
  • Fez uso anteriormente de antifúngicos;
  • Possuem cateter venoso central ou outros dispositivos médicos no organismo, já que esse fungo possui capacidade de aderir a equipamentos médicos;
  • Faz ou fez uso prolongado e indiscriminado de antibióticos.

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