Lesão por pressão: tudo o que você precisa lembrar

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Lesão por pressão: A LPP ou úlceras por pressão são muito comuns em pacientes acamados, principalmente em região de sacro e calcâneo.

Lesões por pressão (LPP) ou úlceras por pressão são muito comuns em pacientes acamados, principalmente em região de sacro e calcâneo. Portanto, é importante que saibamos como evitar e como manejar.

Esse tema é importante para as provas de Residência em Cirurgia, as lesões por pressão ainda causam muitas dúvidas, mas hoje vamos relembrar alguns pontos chaves para resolver as questões.

Não esqueça que todo o conhecimento presente aqui foi retirado dos materiais feitos por nossos professores especialistas e estão com acesso completo na nossa plataforma para os alunos do MedCof!

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Fatores de risco e Escala de Norton

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Esse tipo de lesão é um problema sério de saúde pública, já que os pacientes ficam debilitados e precisam se afastar de suas atividades laborais.

No contexto de medidas de qualidade de saúde, a incidência de ferimentos assim pode ser usada para calcular a assistência à saúde, já que é completamente evitável. 

As lesões no geral configuram um quadro de etiologia multifatorial. Esses podem ser locais (pressão, cisalhamento e infecção) ou sistêmicos (idade, comorbidade e desnutrição).

Se falamos de lesão por pressão, estamos nos referindo a úlcera por pressão (nem toda lesão por pressão é uma úlcera). Nesse tipo, nos fatores de risco associados podem ser incluídos:  

Por fim, a escala de Norton foi criada para facilitar a classificação de risco para o desenvolvimento de LPP. Consideramos risco elevado se o paciente pontuar < 14.

Classificação

Condição Física

4 = Boa

3 = Razoável

2 = Ruim

1 = Muito ruim

Condição Física

4 = Alerta

3 = Apático

2 = Confuso

1 =  Estupor

Atividade

4 = Ambulante

3 = Anda com ajuda

2 = Utiliza cadeira

1 = Acamado

Mobilidade

4 = Total

3 = Ligeiramente prejudicada

2 = Muito limitada

1 = Imóvel

Incontinente

4 = Não

3 = Ocasionalmente

2 = Geralmente/Urina

1 = Dualmente

Classificação – National Pressure Ulcer Advisory Panel (NPUAP)

  • Lesão por pressão estágio 1 = pele íntegra + eritema que não desaparece à pressão.
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Fonte: NPUAP, 2016.
  • ESTÁGIO 2 = pele parcialmente densa + perda da epiderme (erosão ou bolhas) com ou sem ulceração verdadeira. Pode apresentar bolhas íntegras ou parcialmente rompidas por pressão.
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Fonte: NPUAP, 2016.
  • ESTÁGIO 3 – Lesão por pressão  = perda total da espessura da pele + lesão no tecido subcutâneo que se estendem até a fáscia subjacente (sem comprometê-la). As úlceras parecem com uma cratera sem exposição da camada muscular ou do osso subjacente.
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Lesão por pressão: Tudo o que você precisa saber

  • Lesão por pressão – ESTÁGIO 4 = perda total da espessura da pele com extensa destruição, necrose tecidual e dano aos músculos, tendões, ossos subjacentes ou outras estruturas de suporte expostas.
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Fonte: NPUAP, 2016.

NÃO ESTADIÁVEIS = perda total da espessura da pele e do tecido em que a extensão da lesão tecidual não pode ser determinada, pois é obscurecida por detritos, descamação ou escaras.

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  • LESÃO TECIDUAL PROFUNDA = pele íntegra ou não, com uma área localizada do lesão no tecido subjacente por causa de pressão e/ou forças de cisalhamento. Pigmentação de púrpura a marrom que não some com a pressão e persiste na pele íntegra. Pode apresentar vesículas ou bolhas contendo sangue.
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Fonte: NPUAP, 2016.
  • LPP RELACIONADA A DISPOSITIVO MÉDICO = resulta do uso de dispositivos terapêuticos, como moldes e talas.

Prevenção 

Como já dito, elas são completamente preveníveis. A conduta mais consagrada e eficaz é a mudança regular de decúbito. Mas outras condutas podem ocorrer:

  • Avaliação do risco (por escala de Braden, classificando em baixo, médio ou alto risco); 
  • Auxílio por equipe multidisciplinar; 
  • Controle das comorbidades; 
  • Cuidados com a pele;  
  • Correta nutrição; 
  • Espasticidade; 
  • Reabilitação;
  • Dispositivo para alívio de pressão (colchão em casca de ovo).

Tratamento

Consiste, sobretudo, em dois pilares: medidas de prevenção e controle de fatores predisponentes. As lesões de I e II grau resolvem-se apenas com medidas de prevenção, mas as de III e IV tratam-se de modo cirúrgico (excisão da bursa e de espículas ósseas com preenchimento do espaço morto).

Curiosidade: Raramente as lesões por pressão são urgências cirúrgicas. Precisa realizar a pesquisa do foco da infecção, bem como realizada a otimização das medidas de prevenção! Antes de operar, deve-se afastar, sempre, a possibilidade de osteomielite.  

Quando há suspeita de osteomielite, a reconstrução tecidual deve ser realizada em 2 tempos (manejo de antibioticoterapia com 1. Cultura Óssea 2. Biópsia Óssea). a reconstrução, no entanto, é feita em tempo único. 

Curiosidade: Após o desbridamento do tecido desvitalizado podemos optar pela reconstrução em um ou dois tempos cirúrgicos: 

  • Desbridamento + fechamento OU;
  • Desbridamento + curativo temporário.

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