Radioterapia: o que é e como funciona

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A Radioterapia é uma especialidade da medicina que utiliza radiação ionizante para o tratamento de câncer em pacientes. Entretanto, existem diversos temas dessa área para explorarmos. Veja a seguir!

O que é Radioterapia?

A radioterapia é um tratamento que utiliza radiações ionizantes (raio-X), um tipo de energia direcionada, para destruir ou impedir que as células do tumor aumentem.

Quais os benefícios da radioterapia?

O principal benefício da radioterapia é a destruição de células cancerígenas, alívio dos sintomas e a melhora na qualidade de vida, entretanto, existem múltiplos benefícios como:

  • Pode ser usada para tratar quase todos os tipos de câncer, como o de mama, colo do útero, colorretal e pulmão;
  • Alívio de dores, sangramento, obstrução de órgãos e outros sintomas;
  • Pode ser utilizada para controlar os sintomas;
  • Pode ser usada em casos de câncer metastático;
  • Pode ser usada antes ou após a cirurgia para aumentar as chances de sucesso do tratamento;
  • Pode ser usada em combinação com remoção cirúrgica para prevenir a formação de queloides.

Quais são os tipos de radioterapia?

A radioterapia pode ser administrada de algumas formas, veja abaixo!

Radioterapia externa ou teleterapia

A radioterapia externa consiste na emissão de um feixe de radiação externo e a longa distância, geralmente de raios X ou de elétrons de alta energia, produzidos por um aparelho chamado acelerador linear. Este tipo é indicado para pessoas com tumor.

Braquiterapia

Neste tipo é utilizada fontes de radiação internas colocadas bem próximas ou em contato direto com o alvo, assim, o material radioativo é utilizado através de sementes, fios ou placas e manejado através de cateteres, aplicadores ou agulhas. Geralmente é indicada para o tratamento de câncer de próstata, retinoblastoma, tumores ginecológicos, câncer de cabeça e pescoço, sarcomas, melanoma de coroide (no interior dos olhos), pele e sarcomas.

Radiocirurgia 

A radiocirurgia é uma técnica utilizada para tratamento de alta precisão de lesões cranianas, tais como metástases, tumores benignos e malformações arteriovenosas, sem a necessidade de abrir o crânio.

Como funciona a radioterapia externa?

O tratamento da radioterapia externa consiste na aplicação de feixes de radiação sobre a pele para tratar o câncer. Para este tratamento acontecer, existem alguns passos a serem seguidos:

  1. Consulta inicial: o primeiro passo para o processo da radioterapia é a avaliação médica, na qual o paciente se encontra com um oncologista especialista em radioterapia para entender a necessidade do tratamento e alternativas;
  2. Simulação: o planejamento do tratamento começa com uma simulação, geralmente usando um tomógrafo, para mapear a área exata que será tratada. Após, o médico realiza pequenos pontos na pele do paciente para guiar as sessões de tratamento futuro.
  3. Planejamento do tratamento: neste passo, os médicos e físicos médicos desenvolvem um plano preciso que especifica a dose de radiação e a área a ser tratada. A dose de radiação é calculada para maximizar o impacto sobre o tumor e minimizar a exposição aos tecidos normais próximos.
  4. Sessões de tratamento: aqui o paciente agenda suas sessões de radioterapia em um período de dias ou semanas. Durante cada sessão, o paciente é posicionado na máquina de radioterapia e a radiação é aplicada conforme o plano.
  5. Cuidados: Após ou durante o tratamento, o médico pode prescrever medicamentos ou recomendar cuidados específicos para minimizar efeitos como irritação na pele, fadiga ou náuseas. Além disso, também ocorre um acompanhamento de progresso da equipe médica e faz ajustes no tratamento se necessário.
  6. Pós-Tratamento: após a conclusão do tratamento, o paciente passará por exames de acompanhamento para avaliar a eficácia e monitorar a saúde geral. O paciente pode ser encaminhado para fisioterapia ou suporte psicológico para ajudar na recuperação, se necessário. 

Como funciona a braquiterapia?

  1. Consulta inicial: o paciente passa por uma consulta com um oncologista ou radioterapeuta e avalia o caso, incluindo exames de imagem como ressonância magnética ou tomografia computadorizada, para determinar a localização e o tamanho do tumor.
  2. Planejamento do tratamento: o plano de tratamento é elaborado com base nas características específicas do tumor e nas condições do paciente. Aqui são definidos os tipos de fonte radioativa a ser usada, a dose de radiação e a localização precisa de inserção.
  3. Preparação para o procedimento: o paciente pode precisar seguir uma dieta ou jejum específico antes do procedimento. Além disso, pode ser recomendado a administração de medicamentos tranquilizantes ou anestésicos, dependendo do tipo de braquiterapia.
  4. Inserção dos aplicadores: os aplicadores ou cateteres são inseridos na área onde a radiação será administrada. Dependendo da localização do tumor, isso pode ser feito através de cavidades naturais do corpo (como a vagina ou o reto) ou requerer uma incisão cirúrgica.
  5. Posicionamento das fontes radioativas: as fontes radioativas são inseridas nos aplicadores. Isso pode ser feito manualmente ou por meio de um sistema automatizado. O posicionamento é frequentemente guiado por imagens de ultrassom, raio-X ou tomografia para garantir precisão.
  6. Administração da radiação: a radiação é liberada diretamente no tumor. A duração pode variar de minutos a dias, dependendo do tipo de braquiterapia (alta dose – HDR, baixa dose – LDR, ou braquiterapia pós-operatória).
  7. Remoção dos aplicadores: após a conclusão da dose planejada de radiação, as fontes radioativas e os aplicadores são removidos.
  8. Recuperação e observação: o paciente é monitorado por um período de tempo após o procedimento para observar possíveis efeitos colaterais imediatos. Ele ainda pode receber orientações sobre cuidados especiais a serem tomados em casa.
  9. Acompanhamento: são realizadas consultas de acompanhamento para monitorar a resposta ao tratamento e gerenciar qualquer efeito colateral a longo prazo.

Como funciona a radiocirurgia

  1. Consulta inicial: o paciente é avaliado por uma equipe multidisciplinar, que pode incluir neurologistas, neurocirurgiões e oncologistas. Esses especialistas discutem o histórico médico do paciente, além de realizar exames de imagem, como ressonância magnética ou tomografia computadorizada, para identificar a localização e o tamanho da lesão.
  2. Planejamento do tratamento: com base nos exames de imagem, um plano de tratamento detalhado é desenvolvido. Isto envolve mapear a área exata a ser tratada e calcular a dose de radiação necessária. Ademais, uma tecnologia avançada de software é utilizada para simular o tratamento e minimizar a exposição do tecido saudável à radiação.
  3. Preparação para o procedimento: o paciente é posicionado em um suporte especial, que pode ser uma moldura de cabeça ou uma máscara, para garantir imobilidade durante o tratamento.
  4. Posicionamento e ajustes: imagens adicionais podem ser tiradas para confirmar a posição exata da lesão. Ajustes finais são feitos para alinhar a máquina de radiocirurgia com precisão milimétrica, garantindo que a radiação atingirá seu alvo com precisão.
  5. Administração da radiação: feixes de radiação são direcionados ao alvo sob controle cuidadoso. Máquinas como o Gamma Knife, CyberKnife ou aceleradores lineares modificados são comumente utilizadas. O tratamento pode variar de 30 minutos a algumas horas, dependendo da complexidade do caso.
  6. Monitoração: durante a administração, o paciente é monitorado por uma equipe clínica para garantir o conforto e a segurança.
  7. Recuperação: após o tratamento, o paciente geralmente pode ir para casa no mesmo dia. Deve-se evitar atividades extenuantes inicialmente, seguindo as orientações médicas.
  8. Acompanhamento: consultas de acompanhamento são essenciais para monitorar a resposta ao tratamento. Assim, novos exames de imagem podem ser realizados para verificar mudanças na lesão tratada.

Quais são as modalidades da radioterapia?

  • Neoadjuvante: essa modalidade de tratamento é aplicada antes da cirurgia, com o objetivo de reduzir o tamanho do tumor, facilitando a cirurgia e permitindo a preservação de um membro. Pode ser utilizada em tumores de: Reto baixo, Sarcomas de partes moles, Estômago;
  • Adjuvante: é um tratamento que ocorre quando a radioterapia é associada à quimioterapia ou à cirurgia. É aplicada em regiões da cabeça e pescoço, colo e corpo uterino, pulmão, esôfago, sistema nervoso central, mama e linfomas, com o objetivo de aniquilar qualquer célula cancerígena que ainda possa estar presente no corpo do indivíduo, impedindo o retorno do câncer;
  • Curativa: a radioterapia curativa é a modalidade considerada a principal arma no combate ao câncer, podendo ser associada à quimioterapia ou utilizada em casos nos quais a cirurgia não é possível ou muito arriscada para o paciente;
  • Paliativa: essa modalidade da radioterapia visa aliviar os sintomas do câncer avançado, entretanto não cura a doença. Ela utiliza menos radiação, ocasionando em menos efeitos colaterais, e é direcionada para as áreas onde o câncer está pressionando os nervos ou se espalhou para os ossos.

Quais os riscos da radioterapia?

O principal risco deste tratamento é a possibilidade de não haver a eliminação de todas as células tumorais, levando ao retorno da doença. Além disso, é possível notar alguns efeitos colaterais como:

  • Reações na pele;
  • Náuseas;
  • Vômitos;
  • Fadiga;
  • Perda de cabelo;
  • Perda de apetite;
  • Diarreia.

Qual a diferença entre radioterapia e quimioterapia?

A radioterapia é recomendada para para uma área específica, podendo ser externa ou por braquiterapia. Já a quimioterapia é um tratamento um pouco diferente, tendo em vista que é uma medicação administrada por via venosa ou oral e age no corpo todo.

Quem faz o tratamento de radioterapia?

O tratamento de radioterapia é realizado por um médico radio-oncologista, que prescreve o tipo e a técnica de radioterapia, além de planejar e acompanhar o tratamento. Portanto, a equipe disciplinar da radioterapia envolve oncologistas clínicos, físicos médicos, estomatologistas, nutricionistas, enfermeiros e também farmacêuticos. 

Como se especializar em radioterapia?

Para se especializar na área, é necessário concluir a graduação de medicina e ingressar na residência médica de radioterapia, que é de acesso direto e possui duração de 3 anos. Após isso, é possível tornar-se especialista realizando a Prova de Título de Especialista em Radioterapia.
Além disso, existem alguns cursos de especialização técnica em radioterapia, que dura cerca de um ano.

Quanto ganha um radio-oncologista?

Um médico radio-oncologista ganha em média R$10.621,92 por mês no Brasil, para uma jornada de 22 horas semanais.

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