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Em estratégia contra a pré-eclâmpsia, o Ministério da saúde publicou uma nota técnica conjunta, elaborada pela Coordenação-Geral de Atenção à Saúde das Mulheres, que estabelece a suplementação universal do cálcio em gestantes na Atenção Primária à Saúde (APS). Entenda tudo em nosso post!
Nota Técnica Conjunta 251/2024
A nota elaborada tem como objetivo orientar a suplementação de cálcio para prevenir distúrbios hipertensivos na gestação, como a pré-eclâmpsia, que é uma das principais causas de mortalidade materna no Brasil. A orientação foi definida devido a baixa ingestão de cálcio entre mulheres brasileiras.
Orientações de suplementação pelo SUS
O protocolo a ser seguido pela nova diretriz será:
- Público: todas as gestantes atendidas no Sistema Único de Saúde (SUS), com início da suplementação a partir da 12ª semana de gestação até o parto;
- Dosagem: dois comprimidos diários de carbonato de cálcio (1.250 mg, equivalente a 1.000 mg de cálcio elementar);
- Prescrição: pode ser feita por médicos, enfermeiros e nutricionistas das equipes da APS;
- Cuidados na administração: o suplemento não deve ser ingerido junto com a suplementação de ferro, sendo necessário um intervalo de duas horas entre os suplementos para garantir a absorção adequada de cada um.
Por que suplementar?
De acordo com estudos, a suplementação diária de cálcio reduz em até 55% o risco de pré-eclâmpsia. Desde 2011, a OMS recomenda a suplementação de cálcio para gestantes com baixa ingestão do nutriente ou em situações de alto risco para pré-eclâmpsia.
Segundo dados da Pesquisa de Orçamentos Familiares (2017-2018), mais de 96% das mulheres adultas consomem menos cálcio do que o recomendado, reforçando a necessidade da oferta universal do suplemento.
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O que é a pré-eclâmpsia?
A pré-eclâmpsia é o novo diagnóstico de hipertensão arterial ou da piora de hipertensão arterial preexistente que surge após a 20ª semana de gestação. Já a eclâmspia são convulsões que ocorrem em mulheres com pré-eclâmpsia e que não apresentam outra causa.
Causas
Ainda desconhecida, a pré-eclâmpsia é mais comum em mulheres com os seguintes distúrbios ou características:
- Pré-eclâmpsia em uma gravidez anterior;
- Dois ou mais fetos (gravidez múltipla) na gravidez atual;
- Distúrbio de coagulação, como a síndrome do anticorpo antifosfolipídeo;
- Diabetes presente antes da gravidez ou surgido durante a gestação (diabetes gestacional);
- Hipertensão arterial ou um distúrbio dos vasos sanguíneos antes da gravidez;
- Primeira gravidez;
- Idade acima de 35 anos;
- Obesidade;
- Parentes que tiveram pré-eclâmpsia;
- Ancestralidade negra não hispânica, indígena americana ou nativa do Alasca.
Sintomas
Algumas mulheres não apresentam sintomas, porém em outros casos é possível notar retenção de líquidos nas mãos, nos dedos das mãos, no rosto e nos tornozelos e pés. Em casos mais graves, a pré-eclâmpsia pode danificar os órgãos, tais como o cérebro, os rins, os pulmões, o coração ou o fígado. Outros sintomas incluem:
- Dores de cabeça intensas;
- Visão distorcida;
- Confusão;
- Reflexos hiperativos;
- Dor na parte superior direita do abdômen (sobre o fígado);
- Náusea e/ou vômito;
- Dificuldade em respirar;
- Diminuição da urina;
- Hipertensão arterial muito elevada;
- Acidente vascular cerebral (raramente).
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Diagnóstico e tratamento
O diagnóstico ocorre por meio do aumento de proteína na urina da gestante ou o aumento da pressão arterial durante a gravidez, além de avaliação médica e exames de sangue.
O tratamento pode incluir internação hospital em alguns casos para tratar a hipertensão arterial. Já em outros casos o sulfato de magnésio pode ser preescrito para prevenir ou interromper convulsões. Porém, dependendo da gravidade da pré-eclâmpsia e do bem-estar da mãe e do feto e número de semanas de gestação, também é realizado o parto do bebê, que normalmente é o melhor tratamento. Caso necessário, a mulher é inicialmente tratada com medicamentos para prevenir convulsões. Então, o parto costuma ser realizado assim que possível nas seguintes situações:
- Problemas no feto;
- A gestação durou 37 semanas ou mais;
- Eclâmpsia;
- Pré-eclâmpsia grave se a gravidez já tiver durado 34 semanas ou mais;
- Agravamento dos danos aos órgãos da mãe;
- Síndrome de HELLP.
Desse modo, após o parto a pressão arterial deve ser monitorada de perto até voltar ao normal.
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