
A partir deste ano, o SUS implementará o exame de DNA-HPV para o rastreamento do câncer de colo de útero, substituindo o papanicolau. A mudança ocorreu pela maior sensibilidade do novo exame, que permitirá aumentar o intervalo entre as coletas. Leia o nosso post para entender a novidade!
Mudança no rastreamento do câncer de colo de útero
De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), o exame molecular de DNA-HPV possui alta eficácia em identificar o vírus e seus subtipos, como o 16 e 18 (responsáveis por 70% das lesões precursoras de câncer), além de ser recomendado desde 2021 pela organização.
As novas diretrizes para o diagnóstico do câncer de colo de útero, divulgadas em 2025, pelo Instituto Nacional do Câncer (INCA), já incluem a substituição do exame atual. Além disso, elas introduzem a opção de autocoleta e fornecem orientações específicas para o atendimento de pessoas transgêneros, não binárias e intersexuais
Como era o papanicolau?
Anteriormente às novas diretrizes, o papanicolau, conhecido como exame preventivo, era recomendado anualmente para mulheres de 25 a 64 anos que possuíssem vida sexual ativa. Após dois resultados consecutivos normais, a frequência do exame era reduzida para uma vez a cada três anos.
No entanto, o Papanicolau apresenta uma eficácia mediana, com risco de não detectar lesões precursoras do câncer. Em contrapartida, o exame molecular de DNA-HPV é capaz de identificar o risco de câncer de colo de útero com uma antecedência de até dez anos.

Formas de prevenção contra o HPV
O vírus do papiloma humano (HPV) está associado ao desenvolvimento de cânceres como os de ânus, vulva, vagina, pênis e orofaringe. De acordo com o INCA, 93% dos casos concentram-se no câncer de colo do útero, que é considerado o terceiro tipo de tumor mais frequente entre as mulheres. Além disso, estatísticas revelam que a cada 90 minutos, uma mulher falece devido ao câncer de colo do útero.
Desse modo, existem algumas formas de se prevenir contra o vírus, sendo elas:
- Vacinação: atualmente, a vacina contra o HPV integra o calendário de vacinação do Programa Nacional de Imunizações, estando disponível para meninas e meninos dos 9 aos 14 anos e para pacientes imunocomprometidos, dos 9 aos 45 anos de idade;
- Preservativos: o uso de preservativos é recomendado pela OMS, porém não impede totalmente a infecção;
- Exame preventivo: como dito anteriormente, o papanicolau pode detectar a presença de alterações celulares no colo do útero causadas pelo HPV. Agora, com a substituição do exame pelo teste molecular de DNA-HPV, o diagnóstico será ainda mais preciso e eficaz.
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